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Congonhas celebrou seu primeiro aniversário...

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Congonhas, município emancipado de Conselheiro Lafaiete em 17 de dezembro de 1938 e instalado em 1º de janeiro de 1939 com a posse do prefeito Dr. Alberto Teixeira dos Santos Filho (nomeado pelo então Governador de Minas Gerais, Dr. Benedicto Valadares), dava seus primeiros passos de sua trajetória independente, tendo à frente enormes desafios administrativos e financeiros a serem vencidos. Decorridos os doze primeiros meses da recém-instalada administração municipal, e mesmo com parcos recursos e quadro reduzido de servidores públicos (eram apenas cinco), o prefeito Dr. Alberto Teixeira, com muita altivez, finalizava o ano com várias realizações e conquistas em prol da população. E para celebrar esse momento, uma comissão (popular e independente) foi formada com o fito de organizar todas as festividades, bem como a artística ornamentação da cidade. Faziam parte da distinta comissão os senhores: João Paulo Arges - presidente; Dr. Pierre Hebri Geisweiller - vice-presidente; farmacêutico...

Dom Silvério Gomes Pimenta - o semeador de fé e luz...

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No limiar do século XIX Congonhas já experimentava o rápido desenvolvimento da pujante devoção ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos, iniciada em 1757 pelo português Feliciano Mendes ao dar cumprimento à sua promessa. E tantas são as graças recebidas, além de milagres inauditos operados à sua invocação que, em pouco tempo, Congonhas se tornara centro de numerosas e constantes romarias, e mais tarde convertido pela generosidade de seus devotos num dos mais célebres Santuários do Brasil, ao qual fazem guarda em artísticas estátuas de “pedra sabão”, lavradas pelo escopro inspirado do imortal Antônio Francisco Lisboa - O Aleijadinho, Profetas que ao mundo anunciaram o Divino Redentor. Foi nesse ambiente impregnado de fé e de bênçãos que, no alvorecer do ano de 1840, a pouco mais de 2km de distância da sede do pequeno e florescente arraial de Congonhas do Campo, viviam Antônio Alves Pimenta e Porcina Gomes de Araújo. Sob as bênçãos da Igreja, algum tempo antes recebidas na Matriz de Nossa Senho...

Congonhas e os visitantes estrangeiros no século XIX

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O Brasil colonial vivia a passos lentos em seu desenvolvimento e progresso, como determinava o domínio português, cujo objetivo maior era extrair da colônia suas riquezas minerais e levá-las para o reino além mar. Os portos eram fechados. Só entravam na colônia quem os portugueses autorizavam. Tudo era restrito e mesmo com o intenso comércio com a Inglaterra e o constante tráfico de pessoas escravizadas da costa africana, a presença de estrangeiros em terras brasileiras era restrita e muito bem controlada. Esse cenário só iria mudar após a vinda da corte portuguesa para o Brasil no ano de 1808. Dom João VI, ao se estabelecer em terras tupiniquins, passou a exigir melhorias na condição de vida das províncias, principalmente no Rio de Janeiro. E uma de suas ações foi promover a abertura dos portos às nações amigas de Portugal, principalmente a Inglaterra. Assim, inicia-se a vinda para cá dos viajantes europeus ávidos em desbravar e conhecer melhor o Brasil, atraindo pesquisadores e natur...

O Roubo do Esmoler de Feliciano Mendes

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Alguém já imaginou o Esmoler de Feliciano Mendes sendo surrupiado da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos? Pois é. Difícil de acreditar. Mas aconteceu. O Esmoler é considerado pelos fiéis católicos como a primeira relíquia religiosa deixada pelo português Feliciano Mendes em Congonhas. Foi com ele (Esmoler) que Feliciano saiu peregrinando pelas paragens mineiras revelando a quem encontrasse pelo caminho o milagre que lhe ocorreu por intercessão do Bom Jesus de Matosinhos e pedindo esmolas para construir o templo. Feliciano, sem querer, se tornou o "primeiro grande propagandista" do Bom Jesus no território mineiro, divulgando sua fé inquebrantável e o poder de cura do Senhor Morto, representado por uma pequena escultura em uma caixa de madeira. Esmoler usado por Feliciano Mendes (1758-1765) para angariar recursos E isso impressionou a todos que o conheceram, dando início a uma peregrinação de romeiros a Congonhas, que aqui afluem anualmente para "dobrarem seus joelhos...

Fortunata de Freitas Junqueira - "a mestra Naná"...

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Um dos mais belos edifícios de Congonhas, inaugurado no limiar da década de 1940, abrigou a Escola Apostólica São Clemente Maria (o Seminário Menor dos Padres Redentoristas). Um educandário de referência em toda a região. Depois, esse mesmo edifício sediou a Fundação Dom Silvério entre as décadas de 1960 e 1970. Na década de 1980 serviu para atender a Escola Politécnica Antônio Francisco Lisboa, e desde 1994 abriga a Escola Municipal Fortunata de Freitas Junqueira. Uma trajetória e tanto quando se fala em educação em Congonhas. E a origem do nome da escola Fortunata de Freitas Junqueira é uma homenagem a uma ilustre cidadã congonhense, que prestou relevantes serviços na área da educação, com devoção e dedicação amorosa, bem como na área social aos menos favorecidos, justificando assim sua importância para a cidade, devido a sua grandeza e dignidade que perpassa o tempo e eterniza o nome de “Dona Naná”, carinhosamente conhecida por seus amigos e familiares, pela sua simplicidade e genti...

José Hélio de Miranda – “O comunicador Dê Mirada”...

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O comunicador José Hélio de Miranda, mais conhecido como “Dê Miranda”, nasceu em 05 de fevereiro de 1938, no Distrito do Alto Maranhão, em Congonhas. Filho de João Evangelista Sobrinho e Bernadete Augusta Roman, ainda na infância veio morar em uma modesta casa localizada próximo à Praça Bandeirantes em Congonhas. Cursou o primário no grupo escolar Barão de Congonhas e sua primeira professora foi Fortunata de Freitas Junqueira – a saudosa “Dona Naná”. Na adolescência estudou no Seminário dos Padres Redentoristas de Congonhas onde recebeu uma sólida formação educacional e cristã. Em meados da década de 1960, Dê Miranda principiou a trabalhar na Rádio Difusora de Congonhas onde aperfeiçoou a técnica de comunicador. Em fins de 1967, no vigor de sua juventude, estreitou laços de amizade com o produtor e diretor de cinema Oswaldo Massaine quando da gravação do filme Madona de Cedro, produzido pela companhia de cinema norte-americana MGM, que usou como cenário principal o conjunto histórico d...

Benedito Valentim da Costa - O vicentino "Bibi"...

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Benedito Valentim da Costa, mais conhecido como “Bibi”, nasceu em 22 de janeiro de 1920 na cidade de Lagoa Dourada, MG. Ainda criança veio residir com os pais na localidade conhecida como “Jurema” (próximo a São Gonçalo), no município de Conselheiro Lafaiete, onde seu Pai principiou a trabalhar na Companhia A. Thun Mineração, responsável à época pela exploração da jazida de manganês existente na região. Com a transferência de seu Pai para a mina “Casa de Pedra” (também operada pela Cia. A. Thun Mineração) em 1937, Bibi aproveitou a oportunidade e seguiu para a cidade fluminense de Niterói, onde foi trabalhar, e nas horas de folga praticar futebol, uma de suas paixões. Nessa época já aflorava seu talento e técnica como zagueiro nos times de futebol de várzea em que participava. Depois de pouco mais de um ano residindo em Niterói, Bibi veio morar no distrito de Honorário Bicalho, em Nova Lima, onde permaneceu por quase dez anos, trabalhando na Mina Morro Velho como condutor de bonde. Era...